...ainda em tempo...

A propósido do dia da consciência negra

      O dia 20 de novembro reverencia a memória de Zumbi, líder da resistência negra, chefe guerrilheiro dos quilombolas e sobrinho de Zanga Zumba, rei do Quilombo, a quem sucedeu assumindo o “reinado” dos Palmares.

 

      A luta de Zumbi, como líder dos quilombolas, inconformado com a atitude do rei do Quilombo, que após derrota frente às tropas pernambucanas aceitou a paz proposta por Fernão Carrilho, empreendeu campanha guerrilheira, ora derrotando, ora sendo derrotado em confronto com os contingentes do paulista Domingos Jorge Velho, acabando morto ao lado de cerca de 200 negros a 20 de novembro de 1695. Traído por um de seus auxiliares, Zumbi viu a sua fortificação ser invadida por três mil brancos, num combate de 22 dias onde outros 600 negros foram capturados.

 

     Esse fato, parte da história da escravatura negra do Brasil abolida em tese, no dia 13 de maio de 1888, e trajetória dos negros nas sociedades brasileira, norte-americana e, principalmente, nos países africanos, que são a sua origem, com seus movimentos de independência, alcançada por uns, e em luta sangrenta por outros ainda em nossos dias –, com destaque para a África do Sul, vítima do apartheid, que levou seu líder Nelson Mandela, para a prisão por 20 anos e finalmente à Presidência de seu País, deu ensejo ao Dia da Consciência Negra, observado  por toda a sociedade, sendo feriado na cidade do Rio de Janeiro e no Estado de São Paulo.

 

     Partindo do princípio de que a nossa sociedade é formada por imigrantes, já que os Índios, os legítimos filhos da Terra, são os primeiros na lista dos excluídos, todas as etnias são igualmente importantes, inclusive os Índios, é claro! A posição que ocupamos no ranking do desenvolvimento da economia global é devida ao sistema migratório/colonialista adotado pelos nossos colonizadores, e ai entra a questão do negro, que não chegou aqui a busca de numa aventura que “se der certo eu fico, se não der, eu volto”. O negro chegou ao Brasil escravo já na sua origem, e isso tem sido um peso para os afrodescendentes que encontram no preconceito as dificuldades para se relacionar social e profissionalmente.

 

      Cabe a nós, individualmente e como sociedade, acabar com todo tipo de preconceito, porque, mesmo não muito a contento, a nossa constituição delega a qualquer pessoa, aqui nascida, ou estrangeira aqui domiciliada, os mesmos direitos.

 

       Devemos nos orgulhar, tanto por sermos brasileiros, quanto por termos vindo das raças que viemos. O que somos é fruto de uma luta travada pelos nossos ancestrais. O bem ou o mal que praticaram faz parte do passado. Nós hoje, descendentes das raças colonizadoras não podemos responder pelos erros dos nossos antepassados. Não podemos nos orgulhar do que fizeram os senhores escravistas no passado, tampouco odiar alguém porque nossos antepassados sofreram a escravidão.

 

      O Dia da Consciência Negra, ou de Zumbi, deve ser para cada um de nós, de qualquer raça, motivo de reflexão sobre o País que somos e os problemas que temos. Há muito o que fazer. Muita coisa cabe ao governo resolver, sobretudo a assistência médica, a segurança, a educação, a diminuição da migração por falta de trabalho, a promoção do desenvolvimento das regiões interioranas e a renda mínima, como fator de resgate da dignidade social.

 

     Somos todos iguais no direito, no dever e na responsabilidade. Há diversidade de raças, cores, tipos físicos, de estatura e de cultura, mas todos formamos o “colorido”, como um quadro que o artista pinta, onde tal como a cor e a forma, cada um tem o seu lugar, seu valor e importância. Não há destaque, porque sem o conjunto das cores e das formas o quadro perde a razão de ser.

 

       Façamos de nosso País um bonito quadro e deixemos que o mundo veja a beleza e a exuberância da raça brasileira, que a exemplo de um quadro artístico, a cor isolada tem pouco valor, mas quando nos dispormos a contribuir, com o que somos ao lado dos demais, a exemplo das cores usadas pelo pintor, essa mistura forma este fantástico e multicolorido quadro que é esta nação maravilhosa chamado BRASIL, do qual devemos nos orgulhar, pois nos destacamos entre as grandes potencias mundiais!

 

     Zumbi tombou em defesa dos irmãos negros que sonhavam com a liberdade, motivo da luta dos quilombolas. A nossa luta hoje deve ser contra o preconceito, negros ou não, temos que defender os nossos direitos e dignidade quando forem desrespeitados; temos que exigir igualdade de tratamento no direito individual, devemos lembrar que somos importante parcela do País, que mesmo diferentes na aparência física, somos iguais, tanto no que se refere aos nossos direitos, quanto aos nossos deveres e responsabilidades.        

 

        Que a Consciência Negra desperte em cada um de nós, brasileiro de qualquer origem, a real importância individual, integrante da Nação Brasileira.

 

Com Estimas

Ridaut Dias Silva

Membro da IM em Tucuruvi

Membro do Ministério de Comunicação

Celebrações aos Domingos, às 9h e às 19h

Rua Ausônia, 310, Tucuruvi, São Paulo/SP

(11) 2203.8658 | comunicacao.tucuruvi@gmail.com

 

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